PROGRAMAÇÃO DA V MARCHA DA CONSCIENCIA NEGRA
PROGRAMAÇÃO DA V MARCHA DA CONSCIENCIA NEGRA
Dia 20 de Novembro de 2008
10 às 12hs : Atividades Culturais
GT responsável pelas apresentações: Jorginho e Alfredo Rasta.
12 às 12hs30: Ato inter – religioso
GT responsavel pela organização do ato: Mãe Sônia, Egbomi Conceição e Padre Enes
12h30 às 14hs: Ato político com a seguinte ordem das intervenções:
Uma intervenção de cada Partido;
Uma intervenção de cada Central Sindical; CUT, CTB, Conlutas; outras
Uma intervenção de um representante da Coordenação Nacional dos Movimentos
Sociais (CMS) para leitura de uma carta.
Uma intervenção de cada movimento social presente na Marcha: Central de Movimento Populares, CONAN, União Nacional dos Movimentos de Moradia,
Marcha Mundial de Mulheres, etc,
Uma intervenção de cada bancada parlamentar dos partidos presentes. A proposta é a apresentação dos parlamentares por partido (vereadores, deputados estaduais e federais, senadores) sendo que um deles intervem por todos.
Um representante de cada representação das organizações nacionais do movimento negro brasileiro, presentes na marcha: APNS, ANCEABRA, CENARAB, Círculo Palmarino, CEN, CNCDR/CUT, CNAB, CONEN, Fórum Nacional da Juventude Negra, INTECAB, MNU, Rede Nacional de Afros LGBTT. Um representante da UESP, um representante do Hip Hop, mais uma represen-
tante da Educafro.
As organizações locais realizarão suas intervenções durante o percurso da marcha, no Carro 1
GT responsável pela ordem das intervenções na parte de baixo do carro: Anatalina (CECDR/CUT), Edison (CEABRASP), Flávio )SOWETO), Julião (UNEGRO) , Juninho (Círculo Palmarino) e Ailton (MNU).
Coordenação do ato político em cima do carro: Sonia Leite (Forum de Mulheres Negras), Edson França (UNEGRO), Milton Barbosa (MNU) e uma representação sindical.
14hs – Saída da marcha, descendo pela Consolação, com término em frente ao Teatro Municipal – Praça Ramos de Azevedo, na seguinte ordem:
Faixa de abertura da V Marcha da Consciência Negra
Primeira ala – religiosos de matriz africana
Carro 1 – Comando político da Marcha, coordenado por Sonia Leite, Edson França, Milton Barbosa e uma representação Sindical.
Segunda ala: movimento negro
Carro 2 – Personalidades e lideranças do movimento negro. Ex. Embaixada do Samba; Prof. Eduardo de Oliveira (CNAB); Reginaldo Bispo (MNU), Candinho (velha guarda do movimento negro; filhas (os) das Homenageadas, Penha, Marisa e Isis; etc.
Coordenação do carro: Gilson ( Fala Negão), Latoya (Coletivo Nacional de Entidades Negras), Esteves (Igualeunão – Carapicuíba) e Sandra Mariano (Fórum de Mulheres Negras)
Terceira ala: escolas de samba
Carro 3 – CONE e Revista Raça
Coordenação do carro:
Quarta ala: sindicalistas e movimentos sociais, mais os carros da CUT (Sindicato dos Químicos), CTB (Sintratel), Sindicato dos Comerciários e outros
Carro 4 – Grupos culturais (reggae, hip hop, samba, etc.) , encerrando a marcha
Coordenação do Carro: Jorginho e Alfredo Rasta (Associação Cultural Reggae)
NOTICIAS DA V MARCHA -PROGRAMAÇÃO
Na quinta feira, 20 de novembro, é feriado municipal na cidade de São Paulo. Feriado da Consciência Negra.
Convidamos a todos os paulistanos a participar da V MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA que sairá pelas ruas de São Paulo lembrando os 120 Anos da Abolição Inacabada. Desde maio de 1888, data da Abolição da escravatura, os descendentes de africanos no Brasil lutam por direito a igualdade e cidadania como a que foi dada aos outros povos, principalmente, os imigrantes europeus de muitas nacionalidades da cidade de São Paulo.
A V Marcha vai homenagear a nossa ancestralidade feminina na presença de três grandes mulheres guerreiras que já não estão mais entre-nos, mas que foram expressão de resistência e luta “Maria da Penha Nascimento”, “Mariza Dandara” e “Isis Nunes”. A V Marcha da Consciência negra sairá às ruas para reivindicar direitos, as políticas púbicas de promoção da igualdade racial, empunhar bandeiras e luta e demarcar a territorialidade negra da cidade de são Paulo com muito ginga, capoeira, som dos atabaques, cores panafricanistas, dança afro, musicalidade no estilo do samba, hip hop e reggae.
A concentração da V Marcha será as 10 h. no vão livre do MASP na Avenida Paulista. Das 10 hs as 12 hs haverá atividades culturais.
Entre 12 hs e 12:30 haverá um Culto Inter religioso.
Entre 12h30 e 14 hs haverá um Ato Político de denúncia dos 120 anos da abolição inacabada e logo após a caminhada seguira para Av. Consolação e ate a Praça Ramos de Azevedo e termina em frente às escadarias do Teatro Municipal. Esse local é um símbolo de resistência para o movimento negro paulistano, porque la aconteceu o ato de lançamento do MNU no ano de 1978.
As 17 h. acontecerá o encerramento da V Marcha da Consciência Negra.
A marcha sairá com varias alas e terá a presença de importantes lideranças, autoridades, artistas e personalidades da comunidade negra. Cada ala a sua moda estará celebrando e homenageando Zumbi dos Palmares e Dandara, os cem anos do nascimento Solano Trindade "poeta do povo” cem anos da morte de Machados de Assis, cem anos do nascimento de Cartola e os cem anos da Umbanda no Brasil.
A primeira ala reunirá religiosos de matriz africana. Na segunda ala estarão reunidas personalidades e lideranças do movimento negro. A terceira ala reunira os sambistas das escolas de samba da UESP e a Embaixada do Samba. Na quarta ala estarão às lideranças sindicalistas, parlamentares e lideranças dos demais movimentos sociais e culturais que apóiam a luta contra o racismo no Brasil.
A coordenação na V Marcha estará à disposição para qualquer esclarecimento no tel. 3337 3187 e-mail: mobilizacao5marcha@yahoo.com.br
Esperamos você lá.
V MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
A Marcha da Consciência Negra já é
um marco político na cidade de São Paulo!
O Movimento Negro realizou no dia 20 Novembro dos anos de 2003 e 2004, respectivamente, a primeira e a segunda Marcha da Consciência Negra.
Em 2005, dez anos depois da vitoriosa Marcha Zumbi dos Palmares – Contra o Racismo, pela Igualdade e a Vida, duas marchas para Brasília são realizadas nos dia 16 e 22 de Novembro, para comemorarmos o Zumbi +10.
No ano de 2006, fica consolidado o dia 20 de Novembro como feriado na cidade de São Paulo através da lei 13.707/2004. A Câmara Municipal de Vereadores de São Paulo aprovou o dia 20 de novembro como feriado municipal em homenagem ao herói nacional Zumbi dos Palmares e em reconhecimento pela contribuição de negros e negras ao desenvolvimento do Brasil.
A Celebração do 20 de novembro é uma conquista do movimento negro do Rio Grande do Sul, através do Grupo Palmares na década de 70. A data foi assumida pelo Movimento Negro Unificado (MNU) em 1978 como referência de luta do Povo Negro e, posteriormente, incorporada por todo Movimento Negro e Movimento Social do País.
A III Marcha da Consciência Negra realizada no ano de 2006 reuniu cerca de 10 mil pessoas.
No ano de 2007 foi realizada a IV MARCHA DA CONSCIENCIA NEGRA a partir da coalizão de diversas forças do movimento negro do Estado de São Paulo, somado a sindicatos, igrejas, movimentos populares, organizações estudantis, de mulheres e de juventude com o objetivo de celebrar aquele momento 30 mil pessoas consagraram a Marcha como um importante momento da luta negra.
Nesse 20 de novembro de 2008 convidamos você a participara da V marcha da Consciência Negra junto a todos os setores da sociedade dispostos a continuar fortalecendo um amplo movimento por mudanças capazes de realizar nosso sonhos por soberania e preservação de nossos territórios, de nossas religiões, de nossas culturas, de nossas identidade e opções sexuais, de nossos projetos de vida por um novo Brasil sem racismo, sem machismo, sem intolerância religiosa e discriminação de qualquer natureza.
120 ANOS DA FALSA ABOLIÇÃO
Assinada em 13 de maio de 1888 com o intuito de extinguir a escravidão no Brasil, neste ano de 2008, a Lei Áurea completa 120 anos. Sua assinatura foi decorrência de pressões internas e externas: o movimento abolicionista já tinha grande força no país, haviam freqüentes fugas de negros, o exército já se recusava a fazer o papel de capitão-do-mato.
Além disso, estava se tornando economicamente inviável manter o trabalho escravo, em face da concorrência com a mão-de-obra imigrante, barata e abundante. O Brasil foi o último país independente do Ocidente a erradicar a escravatura. A Constituição do Império, outorgada em 1824, embora mais liberal do que várias outras Cartas monárquicas, mantinha a escravidão usando de um subterfúgio hipócrita: declarava o respeito aos direitos de propriedade, ao mesmo tempo que empregava, em certas passagens, a expressão "homens livres", o que dava a entender que nem todos eram livres, e que era legítima a propriedade sobre os não-livres.
De fato, com a abolição, mantinha-se não só a desigualdade econômica e social entre brancos e negros, mas principalmente a ideologia que definia bem a diferença entre os dois e reservava ao negro uma posição de submissão. O processo de passagem da condição de escravo para a de cidadão foi feito de maneira errada e sem se pensar o que fazer com o contingente de trabalhadores livres. De um dia para o outro, negros e negras foram declarados livres e após a abolição encontravam- se sem abrigo, trabalho e meios de subsistência. Mesmo sendo forçado, no trabalho havia a possibilidade de subsistência.
Com a libertação, não se considerou a necessidade de proporcionar- lhes meio de sobrevivência, como posse da terra para sua fixação. Sem direito a terra, estava decretado o primeiro passo para sua marginalização e desfavorecimento.
Após a abolição, a população negra parte das senzalas para as margens sociais e econômicas da sociedade. Permanecendo nas fazendas, ou migrando para os centros urbanos, a possibilidade de renda para os negros e negras verificou-se quase nula, sendo os salários quase sempre aviltados devido a grande oferta da força de trabalho.
Nesse contexto, se dá o processo de favelamento urbano e a disseminação de doenças, devido às péssimas condições de vida. Também cresce neste período a repressão policial contra a população negra.
Com o predominância do capitalismo, a população negra, vitima das consequências sociais do racismo, fica à margem do processo ou é utilizado em serviços pesados. Essa situação se reflete, para a população negra, não apenas economicamente, mas leva a um processo de marginalização social, já que preconceito e discriminação ganham, então, novos significados e espaços de atuação, voltados para a defesa desta estrutura de privilégios.
Na sociedade contemporânea, mesmo disfarçado, o racismo ainda é a forma mais explicita de discriminação na sociedade brasileira. Isso se verifica facilmente ao analisarmos dados das áreas da saúde e da educação, nos indicadores econômicos e no acesso ao saneamento básico.120 Anos de abolição e ainda tempos um intenso processo de genocídio do Povo Negro e extermínio da Juventude Negra, continuamos sendo violentados cotidianamente tendo direitos negados ,continuamos as margens da sociedade .
A história do Zumbi dos Palmares
Dia 20 de novembro, é o Dia Nacional Consciência Negra, data que consagrou o líder negro Zumbi dos Palmares.
Quem foi Zumbi dos Palmares? Líder do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência contra a escravidão que foi assassinado em 20 de novembro de 1695.
O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, nas terras da Serra da Barriga, atual estado de Alagoas. Em pouco tempo, o seu ideal de liberdade e competente organização fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade.
Ate que em 1695, a expedição de Domingos Jorge Velho destruiu o Quilombo dos Palmares e assassinou Zumbi. Destruiu um território livre símbolo da resistência ao regime escravista e da consciência negra de homens e mulheres em busca da liberdade e da construção de uma nação.
Em 1995, depois de 300 anos de seu assassinato, foi realizada no dia 20 de Novembro, a Marcha Zumbi dos Palmares – contra o Racismo pela Igualdade e a Vida reunindo em Brasília cerca de 30.000 pessoas. Zumbi dos Palmares foi oficialmente reconhecido pelo governo brasileiro como herói nacional.
Recuperar o ideário de Zumbi não é apenas rememorar Palmares, mas resgatar um importante exemplo de luta e organização pela emancipação do povo brasileiro.
V MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
RELEASE*RELEASE *RELEASE*RELEASE* RELEASE*RELEASE*RELEASE*RELEAS
V MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
120 ANOS DA FALSA ABOLIÇÃO
DATA: 20 DE NOVEMBRO – FERIADO MUNICIPAL
CONCENTRAÇÃO: A PARTIR DAS 10H NO VÃO LIVRE DO MASP
O Feriado Municipal de 20 de novembro, próxima quinta-feira, terá como um dos principais eventos relacionados à data, a V MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA.
A já tradicional Marcha, terá concentração no Vão Livre do Masp (Avenida Paulista), a partir das 10h. Diversas entidades do Movimento Negro Paulistano estão na coordenação esperam, a exemplo dos anos anteriores, um grande contingente de participantes.
ROTEIRO DA V MARCHA:
· 10H – Concentração no Vão Livre do Masp
- No local haverá atividades culturais: samba, hip-hop, capoeira.
· 13H – Culto Intereligioso e Ato Político;
· 14H – Caminhada até o Teatro Municipal de São Paulo;
· 17H – Encerramento da V Marcha da Consciência Negra – 2008.
ENTIDADES PARTICIPANTES DA ORGANIZAÇÃO DA V MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA:
ABPN – Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, Associação Cultural REGGAE, AFUBESP – Associação dos Funcionários do Banco Santander Banespa do Estado de São Paulo, APEOESP, APROFE – Associação Pró Falcenicos, APN´S – Agentes de Pastorais Negros, Batucando a vida, CEABRA – Coletivo de Empresários e Empreendedores Afro Brasileiros, Circulo Palmarino, Ciranda Afro, CNAB – Congresso Nacional Afro Brasileiro, CONEN – Coordenação Nacional das Entidades Negras, CONEGRO – Itapecerica da Serra e Taboão da Serra, CNCDR – CUT, CTB – Central dos Trabalhadores do Brasil, EDUCAFRO, Embaixada do Samba – SP, Espaço Cidadão Cidade Tiradentes, Fala Negão, Força da Raça – Campinas, Fórum Estadual de Juventude Negra, Fórum Estadual de Mulheres Negras, Fórum Permanente do Movimento Negro da Região Oeste, Igualeunão Com Todos Os Direitos Iguais de Carapicuíba e Região Oeste, Instituto Baoba, INTECAB – Instituto Nacional de Cultura e Tradição Afro Brasileira, ITB – Instituto Todos a Bordo, Instituto do Negro Padre Batista, Kilombagem, Movimento Hip Hop Organizado da Zona Leste, MNU – Movimento Negro Unificado, MTF Quilombo - Itanhaem, MSU – Movimento dos Sem Universidade do ABC e da Zona Leste, Negritude Socialista do PSB, Posse Hausa, Raízes Periféricas, Rede Nacional de Afros LGBTT, Setorial de Negros e Negras da CMP, Secretaria de Combate ao Racismo do PT, SEDIN - Sindicato da Educação Infantil, SEEL – SP – Sindicato dos Trabalhadores em Editoras do Estado de São Paulo, SINPEEM – Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal, SINTCT – Sindicato dos Trabalhadores dos Correios, SINTRATEL – Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing, Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, SOUESP – Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo, Soweto Organização Negra, UNEGRO – União de Negros pela Igualdade; Grupo Cultural Refavela.
SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA - 2008
SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA - 2008
- 16/11- 15h – Troca de cordão do Grupo de Capoeira Guerreiros de Jesus
Local: Paróquia Nossa Senhora Aparecida
19h – Missa Afro Brasileira
Local: Paróquia Nossa Senhora Aparecida e após a Missa entrega dos certificados do curso de computação da Paróquia
- 19/11- 19h – Palestra – Tema: 120 Anos da Abolição incompleta: a necessidade de políticas afirmativas para o povo afro-descendente com participação das Comunidades Negras de Santa Isabel
Palestrante: Kika de Bessen – Ex-coordenadora do Fórum de Mulheres Negras do Estado de São Paulo
Local: Câmara Municipal de Santa Isabel
- 20/11- 10h – DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA - Ato Inter-Religioso entre as Comunidades Negras de Santa Isabel
Local: Largo 20 de Novembro (em frente à Padaria) – 13 de Maio
- 26/11- 19h – Palestra – Tema: Desafios e Perspectivas para a Implementação da Lei 10.639/03 (estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, incluir no currículo oficial da Rede de Ensino obrigatoriedade da temática “HISTORIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA) com participação das Comunidades Negras de Santa Isabel
Palestrante: Professora Marilândia Frazão – Assessora da Secretaria da Educação de Osasco/SP.
Local: Câmara Municipal de Santa Isabel
- 29/11- 08:30h às 13:00h – Seminário “ O Estado Laico e a Intolerância Religiosa” Palestrantes: Daniel Sottomaior – Movimento Brasil Para Todos; e
Kika de Bessen - Ex-coordenadora do Fórum de Mulheres Negras do Estado de São Paulo
Local: Associação Religiosa Ilê Axé Odélêgi / Pai Orlando
Rua Oriente, nº 359 – Cruzeiro
Informações Gerais: (11) 4656-1562 (Paróquia)
( 11) 4657-8271 (Pai Orlando)
( 11) 7124-9983 (Vicente)
PLENÁRIA FINAL DA V MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
LANAÇAMENTO DO BIS JUVENTUDE E RAÇA
Lançamento do BIS:
Boletim do Instituto de Saúde
JUVENTUDE E RAÇA
Data: 21 de novembro de 2008 às 17:30 hrs
Local: Anfiteatro do Instituto de Saúde
Rua Santo Antonio 590 Bela Vista
Apresentação dos grupos:
- Amandla- Sarcasmo e Shocco-
Akins-
Fantasmas Vermelhos
ORGANIZAÇÃO:
Movimento Negro Unificado e Núcleo Cultural Força Ativa,Instituto de Saúde.
MACHADO DE ASSIS LEITOR DO BRASIL
Noite NegraSESC Consolação
Dia(s) 17/11 Segunda, as 20h30
Compondo as comemorações do Dia da Consciência Negra aborda o tema do Machado Mulato, neto de escravos e abolicionista. Por meio de leituras e dramatizações, mostra como a africanidade aparece na sua obra e como, hoje, Machado é lido pelos novos escritores. Participação de Férrez, do poeta Sérgio Vaz (Cooperifa) e do escritor mineiro Evandro Affonso Ferreira. Intercalando a conversa, acontecerão esquetes dirigidas por Mário Pazzini, do grupo Clariô de Taboão da Serra, com as participaçõe de Naruna Costa e Olivia Araújo. Mediação de Marcelino Freire.
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis
MACHADO DE ASSIS LEITOR DO BRASIL
Noite da LiberdadeSESC Consolação
Dia(s) 20/11 Quinta, às 20h30
Na data de 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, será abordado o tema da abolição da escravidão no Brasil, a partir de referências históricas presentes na obra de Machado de Assis. Palestra com o Prof Dr Sidney Chalhoub (UNICAMP) e Profa Dra Ligia Fonseca Ferreira (Diretora Cultural da Aliança Francesa de São Paulo)
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis
[inteira]
Grátis
[trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]
II Encontro de Cinema Negro Brasil África e América Latina
Mostra de Filmes / Seminários / Oficinasde 13 a 24 de novembrotodas as informações de serviço: no final
Cinema, seminários e oficinas fazem parte da programação do II Encontro de Cinema Negro Brasil, África e América Latina, que começou ontem, 13 de nov. e segue até 24 de novembro, no Rio de Janeiro.Idealizado por Zózimo Bulbul — ator e cineasta pioneiro com experiência internacional dirigiu vários filmes afro-brasileiros, sempre retratando a história do povo Negro —, o evento reúne realizadores afro-descendentes da América Latina, de diversos estados do Brasil e do continente Africano para promover um fórum de reflexões e idéias.O objetivo é valorizar a presença do negro e suas temáticas no cinema nacional e internacional. Para isso, o Encontro promoverá a troca de experiências entre os diretores pioneiros e novos talentos, através de debates entre produtores, críticos, estudantes e público interessado em cinema, além de oficinas de capacitação gratuitas, abertas para o público.O evento acontecerá em vários pontos da cidade. No Centro, terá palco no Cinema Odeon BR, Centro Cultural Justiça Federal, numa tenda montada na Lapa e encontros diários pela manhã no Centro Afro Carioca de Cinema, espaço lançado em 2007 por Bulbul e Biza Vianna, produtora-executiva deste Encontro. Na Zona Sul, no recém-inaugurado Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico. Na Baixada, em Caxias na praça do Pacificador.Vários filmes que serão exibidos na programação do Encontro participaram do Fespaco — Festival Pan-Africano de Cinema de Ouagadodou, em Burkina Faso , em que Zózimo Bulbul participou em 1997. Este ano, o II Encontro de Cinema Negro receberá o cineasta Guy Désiré Yaméogo, representante da Fespaco.Entre os cineastas estrangeiros confirmados para o II Encontro de Cinema Negro Brasil, África e América Latina estão Mansour Zora Wade (Senegal), Rigoberto Lopez (Cuba), Derby Arboleda (Colômbia), Apoline Traore (Burkina Faso), Angele Diabang Brener (Senegal), Antônio Molina (Cuba) e Guy Désiré Yaméogo (Burkina Faso).MOSTRA DE FILMES São mais de 50 produções dos seguintes países: Brasil, Mali, Mauritânia, Burkina Faso, Senegal, Colômbia, Níger, Cuba, África do Sul, Madagascar e Guiné Bissau. Entre a programação de cinema, destaque para as sessões temáticas "Contos Desenhos e Tradições Africanas" — que apresenta o curta "Mon beau sourire", de Angèle Diabang Brener, sobre o ritual da tatuagem na gengiva, costume bastante difundido na África Ocidental —, "Cineastas Novíssimos" — com "A cidade do Pan", curta produzido por jovens cineastas da Cufa (Central Única das Favelas), entre os filmes de novos talentos —, "Um Domingo Africano em Família" — que inclui o longa-metragem "Moolaadé", de Ousmane Sembéne, sobre quatro meninas que tentam escapar do salindé, a tradicional circuncisão feminina —, e "Mulheres Realizadoras" — com 10 filmes produzidos por mulheres, entre eles "Primeiro Plano", documentário da capixaba Kênia Freitas, que trata de questões raciais a partir do depoimento de estudantes cotistas negros da UERJ.SEMINÁRIOS O Cinema Negro é a pauta dos seis seminários promovidos no II Encontro de Cinema Negro Brasil, África e América Latina, que reunirão 16 cineastas, produtores, críticos e o público nos seguintes desdobramentos:"O Intercâmbio do Cinema Negro Brasil, África e América Latina","A Importância dos Roteiros para demonstrar a trajetória do negro como protagonista de sua própria história","Festivais Internacionais, informes","Avaliação do Crescimento do Encontro de Cinema Negro e da Formação de Platéia de 2007 para 2008″,"Cinema Negro, As Possibilidades de Intercâmbio","Cinema Negro, Novas Produções" e"Mulheres Realizadoras no Cinema Negro".OFICINAS O II Encontro de Cinema Negro Brasil, África e América Latina vai promover ainda três oficinas de capacitação para o público, com entrada franca. São elas: . Produção de Cinema e TV, com Flávio Leandro, professor da Escola de Artes da Mangueira; . Oficina de Roteiro, com Antônio Molina, cineasta cubano residente no Brasil com ampla experiência em cursos de roteiro junto a projetos sociais através do cinema, entre eles os cursos do CIDAN e o projeto Viajando na telinha; . Oficina de Fotografia, com Ierê Ferreira, fotógrafo com grande experiência sobre o olhar afro-descendente, valorização de suas formas, beleza e conteúdo; SERVIÇOII ENCONTRO DE CINEMA NEGRO BRASIL, ÁFRICA e AMÉRICA LATINADe 14 a 24 de novembroAbertura para convidados: 13 de novembroCinema Odeon PetrobrasPraça Mahatma Gandhi 2, Cinelândia. Tel.: 2240 1093Ingressos: Sessões de Cinema: R$ 2. Seminário: Entrada FrancaCapacidade: 600 lugaresCentro Cultural Justiça FederalAv. Rio Branco 241, Centro. Tel.: 3261 2550Ingressos: Sessões de Cinema: R$ 2. Seminário: Entrada FrancaCapacidade: 40 lugaresEspaço Tom JobimRua Jardim Botânico 1.008Ingressos: R$ 2Capacidade: 400 lugares Centro Afro Carioca de CinemaRua Joaquim Silva 40, Lapa. Tel.: 2508 7381Ingressos: entrada francaCapacidade: 30 lugares Tenda LapaArcos da Lapa. Exibição de filme ao ar livreIngressos: entrada franca
______________________________________________________________________clique sobre a imagem, para acessar:
III FÓRUM CRIMINAL RACISMO É CRIME
Quilombo Brasilde Zumbi a João Cândido
local: UERJ - Universidade do Estado do Rio de JaneiroRua São Francisco Xavier. 534, Maracanã, Rio - RJ (metrô Maracanã)
Quilombo Brasil Feito à Mão
de 26, 27 e 28 de novembro – das 10h às 19hmostra do artesanato pluricultural do nosso Estado
III FÓRUM CRIMINAL RACISMO É CRIMEAPLICABILIDADE DA LEI PENAL
26, 27 e 28 de novembro18h 30m às 21h 45mlocal: auditório 53A – Pavilhão João Lira Filho – UERJ_____________________________a participação é gratuitacertificado com validade:para o Estágio Forensepara contagem de pontos para funcionalismo público____________________________________________________________________
Realização: CEPERJPromoção: UERJ, PROAFRO, COMDEDINE, OAB/RJ Vai à Escola, ACADEPOL, IPDHPalestrantes já confirmados/as: = Dr. Wilson Roberto Prudente, Procurador do Ministério Público Federal /Ministério do Trabalho, professor universitário, mestre em Direito; = Dr. Ítalo Bittencourt de Macedo, Delegado de polícia civil, pós-graduado em Direito Penal e Processo Penal; = Dr. Carlos Alberto de Oliveira – Delegado de polícia Civil, Titular da Delegacia de Repressão à Armas e Explosivos – DRAE; = Dr. Mário Leopoldo – Presidente da Comissão OAB Vai à Escola – Consultor jurídico do COMDEDINE, Professor da UFRJ; = Dr. Humberto Adami, advogado, mestre em Direito, presidente do IARA, Diretor da UNI - Palmares; = Dr. Oswaldo Barbosa da Silva, advogado, Presidente do Parlamento Internacional dos Povos, Presidente do 2º Encontro dos Advogados Afro-descendentes e Africanos.= e mais...Temas:1. Aspectos Jurídicos, Políticos, Culturais e Sociais dos Crimes de Racismo e a Sociedade Brasileira; 2. Aspectos legais das decisões dos Tribunais de Justiça nos crimes de racismo, e atuação do Ministério Público, da Polícia Judiciária e da OAB, quanto à Aplicabilidade Penal da Lei dos Crimes de Racismo;3. Aspectos culturais, sociais e jurídicos dos crimes de racismo por intolerância religiosa, racial, homofobia, e a Aplicabilidade Penal da Lei dos Crimes de Racismo;4. Crimes de Racismo: Aspectos da Responsabilidade Civil em face das condenações dos crimes de racismo. 5. Crimes de Racismo: A questão Histórica, a Sociologia Jurídica e os Movimentos Sociais.Atenciosamente,José dos Santos Oliveira - Diretor do CEPERJCoordenador do III FÓRUM CRIMINAL RACISMO É CRIME! Informações:21-2557-1382 / 21-9676-2490 / 21-9893-4191 / 21-9943-8589centro.ceperj@terra.com.br / forumracismoecrime@terra.com.br
_______________________________________________________________________________________________________________clique sobre a imagem, para acessar:
DIÁLOGOS ENTRE O HIP HOP, BRASIL/CANADÁ/CUBA/KENYA
Local: Auditório da Ação Educativa, rua General Jardin, 660 - Vila Buarque (próximo ao metrô Republica)
Dia: 18 de Novembro (terça), às 19 horas.CONTAMOS COM SUA PRESENÇA!
caminhada contra intolerância religiosa
caminhada em salador contra intolerância religiosa
Semana da Consciência Negra ALESP
17 de novembro
Exposição a partir das 10h Local.: Espaço V Centenário
Intervenção Poética Com Allan da Rosa e Teresa 12h30 Local: Restaurante e Lanchonete da Alesp
Oficina Cultural “Ngoma – Construindo Novas Linguagens” com Mario Espinosa 14h às 18h Local: Auditório Teotônio Vilela
Sarau Poético 18h Local: Espaço V Centenário
Sessão Solene Abertura da Semana de Cultura Negra 17h Local: Plenário Juscelino Kubitscheck
18 de novembro
Exposição a partir das 10h Local.: Espaço V Centenário
Oficina Cultural “Uma História da Palavra Afro-Brasileira” com Allan da Rosa 14h às 18h Local: Espaço V Centenário
Coffee Break 18h
Ato Solene Homenagem aos 30 do MNU 19h Local: Hall Monumental 19 de novembro
Exposição a partir das 10h Local.: Espaço V Centenário
Oficina Cultural “Impressão e Expressão” (Graffiti) com Gejo 14h às 18h Local: Hall Monumental Marcha da Consciência Negra 11h Concentração: Vão Livre do MASP Av. Paulista, 1.000 25 de novembro Encontro das Entidades do Movimento Negro e da FEPPIR/SP com o Colégio de Lideres da Alesp 12h30 26 de novembro Audiência Pública FEPPIR/SP 14h Auditório Franco Montoro
Prêmio Zumbi dos Palmares 18h Auditório Franco Montoro
Coquetel 21h30
Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo Av. Pedro Álvares Cabral, 201 informações: (11) 3886-6648 / 3886-6652
DECISÕES TOMADAS NAS REUNIÕES PASSADAS
No dia 22/10 a comissão de comunicação decidiu quais os meios de comunicação que utilizaremos para divugar a Marcha e quais as pessoas responsáveis pelo contato com a Imprensa.
Na reunião geral a comissão de mobilização informou a necessidade urgente das pessoas enviarem seus pedidos para envio de ônibus até o dia 29/10/2008 e-mail mobilizacao5marcha@ yahoo.com. br informar o nome do responsável, rg, contatos, endereço, trajeto, bairro e quantos ônibus precisa.
Foi discutido as bandeiras de lutas que defenderemos na marcha:
Eixo 1. Contra o genocídio da juventude negra;
2. Aprovação imediata do Estatuto da igualdade social/ PL Cotas;
3. Defesa do Decreto 4887/2003 que institui regras de titulação de terras das comunidades remanescentes de quilombolas;
4. Contra intolerância religiosa;
5. Redução da carga horário de trabalho sem redução do salário;
6. Contra privatização: instrumento de racismo.
PREVISÃO DE Estrutura
- 4 TRIOS ELÉTRICOS (CONE).
- 1 CARRO DE SOM DA CUT
- 1 CARRO DE SOM DA SINTRATEL / SINDICATO DOS CORREIOS
- 10.000 CAMISETAS (CONE)
- 5.000 LANCHES (CONE)
CONVOCAÇÃO GERAL PARA REUNIÕES DA 5° MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
Convocação para as Entidades,Grupos e pessoas interessadas na construção da 5° Marcha da consciência Negra SP.
Reunião geral todas as 4º feiras
das 18:30 às 21:30
Ceabra- Av.São João,313 - 11º Andar
Reunião das Comissões todas as 4° feiras
17:00
Ceabra- Av.São João,313 - 11º Andar
Maiores Informações no Blog:
http://marchadaconsciencianegra.blogspot.com/
CONTATO: marchapalmares@gmail.com
SEMINÁRIO DE ARTICULAÇÃO DA II MARCHA ZUMBI DOS PALMARES – 20 de novembro de 2008
SEMINÁRIO DE ARTICULAÇÃO DA II MARCHA ZUMBI DOS PALMARES – 20 de novembro de 2008
“MOBILIZADOS SEREMOS FORTES CONTRA OS QUE QUEREM PARAR O PROJETO DO POVO NEGRO PARA O BRASIL”.
Companheiras e Companheiros comprometidos com a realização da II Marcha Estadual Zumbi dos Palmares no Estado do RS.
Vimos pelo presente convidá-los (as) para participar no dia 25 de outubro de 2008-sábado, na Sede do SINDISPREV/RS, na Travasse Leonardo Truda, 40 – 12° andar – Centro – Porto Alegre/RS, das 13h30min às 18
h00min, de Seminário de Articulação da II Marcha.
Atenciosamente,
Porto Alegre/RS, 16 de outubro de 2008.
Coordenação Política Estadual do CONNEB
Da representação do Rio Grande do Sul para a Coordenação Política Nacional do Congresso:
Cândido Velho: Luiz Osmar Mendes: 51.92053287 – E-mail: lugauchinho@click21.com.br
União de Negros pela Igualdade-UNEGRO: José Antonio dos Santos da Silva – 51.91792404/53.99491618 – E-mail: jass_rs@terra.com.br – jassrs@gmail.com – www.joseantoniodossantosdasilva.logspot.com
“MOBILIZADOS SEREMOS FORTES CONTRA OS QUE QUEREM PARAR O PROJETO DO POVO NEGRO PARA O BRASIL”.
II Marcha Estadual Zumbi dos Palmares
- 20 de Novembro de 2008 -
Companheiras e Companheiros, as Organizações que lutam contra o racismo em nosso Estado e no Brasil, deram inicio a articulação para a mobilização da II Marcha Zumbi dos Palmares, que acontecerá em Porto Alegre/RS, no dia 20 de novembro vindouro.
No ano de 2007, colocamos nas Ruas de Porto Alegre/RS, mais de 04 mil mulheres e homens, representando os mais diversos setores da Sociedade Gaúcha: Militantes, Sindicalistas, Artistas, Religiosos das mais diversas matizes, etc.
Também nesta Marcha, tivemos a presença de lideranças e militantes das mais diversas regiões de nosso Estado, fato que nos mobiliza para que neste ano vamos ampliar a nossa presença e nossas representatividades, mostrando nossa Unida Contra o Racismo, o Genocídio, o Homofobismo, a Violência contra a Mulher, a Intolerância Religiosa e Todas as formas de Discriminação que passa o nosso Povo Negro em nosso Estado e País.
Portanto estamos convidando a Você, de todos os Rincões de nosso Estado, para se somar na articulação de nossa II Marcha Zumbi dos Palmares.
Mobilize, reúna e entre em contato com a Coordenação Política do CONNEB/RS, para que possamos levar nossa indignação as Ruas da Capital de nosso Estado.
Acompanhe as agendas e informações das atividades, mande informações das articulações e dos contatos de sua região, através de nosso Blog: www.joseantoniodossantosdasilva.blogspot.com pelo E-mail: jassrs@gmail.com .
Seja parte desta construção.
Atenciosamente,
Porto Alegre/RS, 16 de outubro de 2008.
Coordenação Política Estadual do CONNEB
-----Anexo incorporado-----
IV MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA
20 DE NOVEMBRO DE 2007
MARCHA 2007
PAULISTA
Concentração vão do masp
MASP
Panteras em movimento
Frad raptom jr - POCC/USA
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Negros e Negras saem às ruas
Segundo o estudo do IBGE e do DIEESE, a escolaridade é menor e o rendimento médio é equivalente à metade do recebido pela população branca. Nos dois estudos foi constatado que mais da metade dos desempregados são negros. Há um triste destaque para mulheres negras ocupando os piores empregos, situação esta ligada ao racismo e preconceito no processo de seleção. A baixa renda das famílias negras obriga boa parte dos jovens a abandonar precocemente a escola para ingressarem no mercado de trabalho. Segundo o “Mapa da Violência de 2006 – Os Jovens do Brasil”, divulgado pela OEI, é alto o índice de violência sofrida pelos negros. O estudo aponta que o jovem negro é o principal alvo: com 72,1% das mortes. O estereótipo da cultura negra nos meios de comunicação e nos livros escolares ainda reflete a imagem de subalternos, escravos, a ausência de família e como trabalhadores sem qualificação.
No dia 20 de novembro as organizações do Movimento Negro saem às ruas clamando por: inclusão no mercado de trabalho dos trabalhadores negros e negras; titulação das terras das Comunidades Quilombolas; a democratização do acesso da juventude negra à universidade pública; aprovação do Estatuto da Igualdade Racial; melhor distribuição de renda; acesso à saúde e educação com qualidade; cultura e lazer; habitação; respeito às religiões de matrizes africanas; contra o racismo, o machismo e a homofobia.
A Marcha da Consciência Negra já é um marco político na cidade de São Paulo!
O Movimento Negro realizou no dia 20 de Novembro, nos anos de 2003, 2004, a primeira e a segunda Marcha da Consciência Negra.
Em 2005, dez anos depois da vitoriosa Marcha Zumbi dos Palmares – contra o Racismo, pela Igualdade e a Vida, duas marchas para Brasília são realizadas nos dias 16 e 22 de Novembro, para comemorarmos o Zumbi + 10.
No ano de 2006, o dia 20 de Novembro se tornou feriado na cidade de São Paulo através da Lei 13.707/ 2004. A Câmara Municipal de Vereadores de São Paulo aprovou o dia 20 de novembro como feriado municipal em homenagem ao herói nacional Zumbi dos Palmares e em reconhecimento pela contribuição de negros e negras ao desenvolvimento do Brasil. A III Marcha da Consciência Negra reuniu cerca de 10 mil pessoas.
Nesse 20 de novembro de 2007 convidamos você a participar da IV Marcha junto a todos setores da sociedade dispostos a continuar fortalecendo um amplo movimento por mudanças capazes de realizar nossos sonhos por soberania e preservação de nossos territórios, de nossas religiões, de nossas culturas, de nossas identidades e opções sexuais, de nossos projetos de vida por um novo Brasil sem racismo, sem machismo, sem intolerância religiosa e discriminação de qualquer natureza.
IV Marcha da Consciência Negra
Dia 20 de novembro de 2007
10 horas: Concentração no Masp
Combate ao racismo, ao machismo, a pobreza, a homofobia e a intolerância religiosa!
Contra a violência e pela vida!
Pelo fortalecimento das ações afirmativas: votação imediata do Estatuto da Igualdade Racial, do Projeto das Cotas – PL 73/99 e titulação das terras de quilombos!
Entidades do Movimento Negro:
A história do dia 20 de novembro!
Em 1971, retomando uma longa e rica trajetória de participação política o Movimento Negro sai às ruas para denunciar o racismo e lutar pela melhoria da condição de vida da população negra brasileira.
Em 20 de novembro 1971, há trinta e seis anos atrás, o Grupo Palmares de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, realizou o primeiro ato publico da historia do Brasil em homenagem a Zumbi.
Zumbi foi apresentado como herói nacional e o 13 de maio foi apresentado como farsa da abolição. Segundo o Jornal Versus, na seção do Afro-Latino América, a imprensa negra daquela época liderada pelo Jornalista Hamilton Cardoso havia uma polemica em relação às comemorações do 13 de Maio.
O Núcleo Negro Socialista propunha sair às ruas nesta data porque avaliava que o 13 de Maio era uma data simbólica para população negra que ainda acreditava na “generosidade” da princesa Isabel e no mito democracia racial, e exatamente por estes motivos era necessário reconstruir essa história através de uma visão crítica sobre o que fora a Abolição da Escravatura.
Foi assim que o dia 13 de maio entrou no calendário de luta como o Dia Nacional de denúncia contra o Racismo. Enquanto o 20 de novembro foi instituído como o Dia Nacional da Consciência Negra. A data foi assumida pelo Movimento Negro Unificado em 1978 e a partir daí passou a ser comemorada por todas as organizações negras como a data mais importante da população brasileira.
Estava lançada a base para definição das duas principais bandeiras de luta do Movimento Negro Brasileiro uma representando a consciência social contra o racismo e a outra valorizando a memória de Zumbi dos Palmares.
A história do Zumbi dos Palmares
Dia 20 de novembro, é o Dia Nacional Consciência Negra, data que consagrou o líder negro Zumbi dos Palmares.
Quem foi Zumbi dos Palmares? Líder do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência contra a escravidão que foi assassinado em 20 de novembro de 1695.
O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, nas terras da Serra da Barriga, atual estado de Alagoas. Em pouco tempo, o seu ideal de liberdade e competente organização fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade.
Ate que em 1695, a expedição de Domingos Jorge Velho destruiu o Quilombo dos Palmares e assassinou Zumbi. Destruiu um território livre símbolo da resistência ao regime escravista e da consciência negra de homens e mulheres em busca da liberdade e da construção de uma nação.
Em 1995, depois de 300 anos de seu assassinato, foi realizada no dia 20 de Novembro, a Marcha Zumbi dos Palmares – contra o Racismo pela Igualdade e a Vida reunindo em Brasília cerca de 30.000 pessoas.
Zumbi dos Palmares foi oficialmente reconhecido pelo governo brasileiro como herói nacional.
Recuperar o ideário de Zumbi não é apenas rememorar Palmares, mas resgatar um importante exemplo de luta e organização pela emancipação do povo brasileiro.
Texto: Gevanilda
Soweto-organização Negra
6 comentários:
Irmãs e Irmãos.
A data do 20 DE NOVEMBRO, não surgiu em 1971, a data é de 1695. Em 1971 o Grupo Palmares propõe que se comemore a data de 20 de novembro ao invéz de 13 de maio. Foi o MNU quem propos a denominação "Dia da Conciencia Negra". Não sei porque a CONEN insiste em falar em 35 anos de comemoração. Não houve comemoração de dia da Conciencia Negra nenhum antes de 1978. Em varias cidades, inclusive em Porto Alegre comemorava-se a morte de Zumbi, com a organização das Semanas do "NEGRO" OU "DA CULTURA NEGRA".
Em 1980 fui incumbido de organizar o MNU em Porto Alegre e Santa Maria. O primeiro Grupo de Trabalho do MNU, foi formado por remanescentes do grupo Palmares. Esta história eu conheço. Então, o DIA DA CONSCIENCIA NEGRA ESTÁ FAZENDO 29 ANOS, NÃO 35, como diz a Givanilda.Abraço-Reginaldo Bispo
Olá Givanilda, o Núcleo Negro Socialista que vc refere é o mesmo que hoje se aliou a Ivone Maggie e Ali Kamel?
josricalmeida@gmail.com
Ola para todos e todas!
Gostaria de dizer algumas palavras fraternas ao irmão Reginaldo Bispo e explicar que foi “o núcleo negro socialista “ para que não haja confusões históricas.
A historia do 20 de novembro foi um assunto de meu interesse no inicio dos anos 90 quando resolvi fazer mestrado e pesquisei sobre "os partidos políticos e questão racial" .
A versão sobre a origem do 20 de novembro que defendo neste artigo esta apoiadana entrevista do jornalista Hamilton Cardoso, editor responsável pelo Jornal Afrolatino América que saia regularmente no jornal Versus.
O Jornal Versus surgiu em São Paulo, em outubro de 1975 e acabou em outubro de 1979, era imprensa alternativa vendida de mão em mão, mas que chegou a ser distribuído nacionalmente, com tiragens de até 35 mil exemplares. Em suas matérias encontramos a presença do movimento negro que contava com o caderno “Afro-latino-América”, espaço com cerca de quatro páginas escritas por ativistas e intelectuais negros, publicado a partir do número 12 e que seguiu até o número 34.
Hamilton Cardoso e Wanderlei Jose Maria foram os principais editores responsáveis pelo Afro-Latino América, que veiculava uma imprensa negra sob a ditadura militar e registrou historia latente do movimento negro na época. Inclusive a historia do nascimento do Movimento Negro Unificado e do 20 de novembro.
Hamilton Cardoso em outubro de 1989 me concedeu uma entrevista relatando a sua vivencia política no Núcleo Negro Socialista, um grupo que reunia varias lideranças negras dentro da esquerda brasileira chamada Convergência Socialista entre os anos de 1975 e 1978. Falou também sobre a gênese do movimento unificado contra a discriminação racial, MUCDR, que posteriormente transformou-se em MNU. E neste contexto que ele afirma a importância da decisão política de criar as duas principais bandeiras do movimento negro brasileiro a partir de datas e situações já existentes: 13 de maio se transformou no dia nacional de denuncia contra ao racismo e o 20 de novembro data da morte de Zumbi no Dia Nacional da Consciência Negra.
Para maiores detalhes recomendo entrar no site do Portal Afro ler entrevista de Oliveira Silveira que relata a criação do 20 de novembro.
Outra dica é o site: http://www.comciencia.br/reportagens/negros/15.shtml e ler o artigo ´O sol da liberdade": movimento negro e a crítica das representações raciais” de Osmundo de Araujo Pinho.
E outra dica é o livro “O negro e o socialismo” editado pela Fundação Perseu Abramo onde vc encontra artigo meu, Gevanilda Santos, com comentário sobre o tema "negro e a esquerda brassileira" embasado naquela entrevista cedida por Hamilton Cardoso.
Veja aqui parte da entrevista com Oliveira Silveira e sua versão sobre a origem do 20 de Novembro. Ele é formado em Letras, é pesquisador e historiador, além de ter o mérito de ser um dos idealizadores da transformação do 20 de novembro em data máxima da comunidade negra brasileira.
Portal – Especificamente, após a criação do Grupo Palmares em 1971, como está o movimento gaúcho?
Oliveira Silveira – Depois de Palmares temos outras experiências. Uma das mais significativas foi a criação da "TIÇÃO", com três edições, duas como revista e uma como jornal, entre 1977 e 1980. A seguir vem a formação do núcleo local do MNU – Movimento Negro Unificado, que a partir de um certo momento, incorporou-se ao Grupo Palmares. A partir de 80 surgiu o "IAIA DUDU", um grupo artístico de dança e teatro, criado pela atriz Vera Lopes e por Maria Conceição Fontoura. Outro grupo importante é o AFROSUL , que atua na área de dança e música, há mais de 20 anos. Destaco também o "MARIA MULHER", criado em 1987, que é um dos mais atuantes, reunindo trabalhos sociais e culturais de mulheres negras.
Portal – A instituição do 20 de Novembro como "Dia Nacional da Consciência Negra" partiu de vocês, negros gaúchos. Como surgiu essa idéia?
Oliveira Silveira – O 20 de novembro começou a ser delineado em encontros informais na Rua dos Andradas, aqui em Porto Alegre. Estávamos em 1971. Reuníamo-nos e falávamos muito a respeito do 13 de maio, do fato desta data não ter um significado maior para a comunidade. A partir desta constatação comecei a procurar outras datas que fossem mais significativas para o movimento. Comecei a estudar a fundo a história do negro e constatei que a passagem mais marcante era o Quilombo dos Palmares. Como não haviam datas do início do quilombo, tampouco do nascimento de seus líderes, optei pelo 20 de novembro. Colhi esta informação numa publicação da Editora Abril dedicada a Zumbi, que dava esta data como a de seu assassinato, em 1665. Por ser uma revista, não se apresentava como fonte segura. Resolvi pesquisar um pouco mais, como forma de garantia. mais adiante, no livro "Quilombo dos Palmares", de Edson Carneiro, a data se repetia. Considerei esta fonte segura, pela importância do autor. Além disto, tive acesso a um livro português que transcrevia cartas da época, numa delas era relatada a morte de zumbi, em 20 de novembro de 1665. A partir de então colocamos em ação nossas propostas. Batizamos o grupo de Palmares e registramos seu estatuto, em julho. No dia 20 de novembro do mesmo ano (1971),
evocamos pela primeira vez o "Dia Nacional da Consciência Negra", na sede do Clube Marcílio Dias.
Entrevista realizada em janeiro de 2001 na Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre.
Repórter e fotos: Jader Nicolau Jr.
Assessoria: Nina Porto
Edição: Milton César Nicolau
http://www.portalafro.com.br/portoalegre/oliveira/culturaresistencia.htm
Artigo "O sol da liberdade": movimento negro e a crítica das representações raciais
Osmundo de Araujo Pinho
"...Is arising. The sun is arising [1]" . A mensagem otimista e radiante de Bob Marley expressa bem a transfiguração típica das formas culturais do Atlântico Negro que transcendem a dor e o sofrimento do "terror racial" em formas de representação de uma identidade em trânsito fundada na luta por libertação e dignidade (Gilroy, 2001). Estas formas são parte integrante da luta e do ambiente político simbólico e material que ao ser representado se inscreve. Ora, não existindo saber político fora de sua representação o momento da ação política "deve ser pensado como parte da história de sua forma de escrita" (Bhabha, 2000: 15). Não existe um campo exterior à representação para pensar o conjunto dos problemas da emancipação e da dominação destacados de sua contingência e de sua materialidade, nesse sentido, este texto faz parte da história de escritura dedicada à reinvenção de posições de sujeito afrodescendentes no Brasil do começo do século XXI.
Neste artigo, procuro descrever a luta pela emancipação racial como atravessada pela emergência de uma consciência insurgente afrodescendente que se materializa sob duas formas gerais: primeiro, na "atividade consciente" dispersa e complexa, agenciada sob a égide do movimento negro, conjunto de agentes sociais negros ou afrocentrados que elegeram definir sua identidade como essencialmente política ou voltada para produzir um efeito estrutural sobre a sociedade brasileira que fosse uma realocação de poder e benefícios públicos. Em segundo lugar, esta consciência insurgente ensaia manifestar-se como a coagulação de uma perspectiva crítica que em alto grau de reflexividade faz a crítica radical das políticas de representação racial como instrumentos de consolidação hegemônica nas artes e nos discursos eruditos ou competentes. Posta em ação nos movimentos sociais negros ou em peças de intervenção discursiva estratégica, essa emergência talvez concorra para a aurora de um novo dia no qual o "sol da liberdade" brilhe para todos.
A gênese dos modernos movimentos sociais negros pode ser descrita como pertencendo a duas frentes históricas. De um lado, podemos descrever uma tradição de organização social do meio negro que remonta ao período colonial como uma trajetória ocasionalmente vista como mais ou menos independente e com identidade própria. De outro lado, podemos ver que o movimento negro moderno, ou seja, aquele surgido no contexto do declínio do regime militar a partir dos anos 70, associa-se a um movimento mais amplo de reorganização dos movimentos sociais e de politização da sociedade e do cotidiano (Figueiredo&Cheibub, 1986-87; Fontaine, 1985; Gonzales, 1985). Estas narrativas sobre a organização política no "meio negro" se alimentam de fontes tanto êmicas quanto éticas. Pesquisadores acadêmicos, ativistas negros e pesquisadores acadêmicos que são ativistas negros têm inscrito e proposto interpretações sobre a história de organização e resistência dos afrodescendentes no Brasil. A narrativa vista com mais simpatia e na verdade quase entronizada como a oficial do ponto de vista mais próximo de uma versão "ativista" é aquela que enfatiza a continuidade da "resistência" negra, nesta narrativa o quilombo de Palmares e o seu último líder militar Zumbi, derrotado e morto pelo sangüinário bandeirante Domingos Jorge Velho em 1695, é o marco histórico fundamental [2]. Na verdade, o quilombo de Palmares, e a forma genérica "quilombo", tem sido ressignificado fortemente a partir da reorganização do movimento negro nos anos 70. O quilombo passa a representar um modelo alternativo de organização da sociedade que desafiou os poderes coloniais e reinventou um mundo africano - no caso de Palmares, banto - baseado no trabalho livre, na propriedade comum da terra, em valores tradicionais holísticos etc. A utopia afrodescendente passa, assim, a incorporar um modelo histórico como referência no passado para a possibilidade de futuro. Parece claro como a estratégia de se contar a história da organização autônoma negra faz parte de uma estratégia mais ampla de refundação das bases interpretativas do presente que dê lugar a uma perspectiva sobre o passado nacional e sobre o lugar do negro nesse passado que fundamente uma capacidade insurgente de crítica e de superação da opressão e da desigualdade.
Quando, no contexto de redemocratização da sociedade e de reorganização dos movimentos negros, o poeta Oliveira Silveira do Grupo Palmares do Rio Grande do Sul propôs o 20 de novembro - aniversário da morte de Zumbi - como Dia Nacional da Consciência Negra, o 13 de maio passou a ser crescentemente anatemizado como a celebração de uma falsa abolição e o 20 de novembro tornou-se a data principal do reinvestimento simbólico/histórico da política afrodescendente no Brasil (Nascimento &Nascimento, 2000; Mendonça, 1996; Pinto, 1993; 1990). Hamilton Cardoso, um dos mais notáveis intelectuais negros do período, procurou explorar todas as conseqüências políticas do reconhecimento de Zumbi [3] como herói nacional em novembro de 1985, principalmente aquelas que sinalizam para o aspecto trans-étnico da luta de libertação quilombola, nesse sentido "resgatar" Zumbi:
"É um fato cultural porque é um fato político; é um fato político porque rompe com a política cultural dominante. Reflete, na verdade, outra forma, de engajamento político do militante negro nos processo sociais. Revela um ponto de vista humano, capaz de romper as fronteiras da raça. Arrebentando a geografia da pele e da cor"(Cardoso, 1986: 66).
Durante o regime militar inaugurado com o golpe de 31 de março de 1964 diversos grupos se organizaram em todo o país. No Rio Grande do Sul, o já citado Grupo Palmares. No segregado interior de São Paulo assistiu-se uma intensa movimentação com o grupo Evolução de Campinas fundado por Thereza Santos e Eduardo Oliveira e Oliveira em 1971 e o Festival Comunitário Negro Zumbi (FECONEZU) que existe desde 1978 até os dias de hoje. Na capital paulista o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (IPEAFRO) fundando por Abdias do Nascimento em 1980 no seu retorno do exílio. No Rio de Janeiro o Instituto de Pesquisa de Cultura Negra (IPCN) e a Sociedade de Estudo de Cultura Negra no Brasil (SECNEB), A Sociedade de Intercâmbio Brasil África (SINBA), o Grupo de Estudos André Rebouças, etc. Na Bahia o Núcleo Cultural Afro-Brasileiro, o Grupo de Teatro Palmares Iñaron e assim por diante. A confluência de determinados fatores fez com que alguns destes e outros grupos fundassem em 18 de junho de 1978 o Movimento Unificado contra a Discriminação Racial (MUCDR), realizando em seguida um ato público nas escadarias do Teatro Municipal em São Paulo no dia 7 de julho. O MUCDR foi depois rebatizado em 23 de julho como Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial (MNUCDR), em dezembro de 1979 durante o 1o Congresso realizado no Rio de Janeiro passa a chamar-se de Movimento Negro Unificado (MNU) nome que conserva até hoje(Nascimento & Nascimento, 2000; Barcelos, 1996; Cardoso, 2002; Félix, 1996; Hanchard, 1994). O ato do dia 7 de julho foi convocado em protesto contra a morte do jovem negro Robson Luís. O jornal "Versus" noticiou com detalhe o caso Robson Luís e o protesto que marcou a aparição pública do novo movimento negro brasileiro. No número 22 de junho-julho de 1978 lemos que por roubar com amigos que vinham bêbados de uma festa três caixas de frutas, Robson Luís, 21 anos, casado, morador da Vila Popular, morreu no dia 28 de abril de 1978 no Hospital de Clínicas, seu rosto estava desfigurado e seu escroto fora arrancado na 44ª Delegacia de Polícia em SP. Segundo apurou o jornal, o delegado enquanto batia dizia: " Negro têm que morrer no pau" (Versus, 1978). O ato público reuniu, além disso, atletas indignados com o Clube de Regatas Tietê em São Paulo que impedira quatro adolescentes negros, atletas de voleibol, de treinarem no clube. O jornal Versus conta como os meninos foram barrados pelo porteiro e que o técnico ao reclamar ouviu de um dos diretores: "Se deixar um negro entrar na piscina cem brancos saem". (Versus, julho-agosto, no 23, 1978: 33).
É preciso considerar com cuidado o contexto de surgimento destes novos atores sociais negros como o MNU e demais movimentos e organizações semelhantes surgidas no período ou depois. Estávamos assistindo neste momento o declínio do poder dos militares e a preparação para redemocratização do país. Diversos outros agentes sociais se constituíam e colocavam neste momento, alguns se recompondo, como o movimento sindical, outros fazendo sua aparição inaugural como sujeitos políticos na cena pública como o Movimento Homossexual( MacRae, 1982; 1990). É neste ambiente que a narrativa histórica de longa duração para o protagonismo negro que descrevi muito resumidamente acima se encontra com outra narrativa de fundação, esta preferida por analistas "exteriores" ao campo de ação propriamente político em questão. Esta narrativa associa o surgimento do Movimento Negro Moderno aos chamados Novos Movimentos Sociais. Estes novos atores sociais, surgidos neste período, se definem principalmente como novos interlocutores que forçam a entrada no proscênio público, em um processo de redefinição dos debate pela definição de temas e de pautas comuns a toda sociedade, assim considerados como questões públicas. Os movimentos sociais negros - culturais e políticos - parecem se enquadrar plenamente neste processo. Um processo marcado pelo redirecionamento de questões da esfera privada - a cor da pele, o racismo operando no plano da relações interpessoais, a religião Afro-Brasileira, o cotidiano imediato e periférico das bairros negros, etc. - para a arena pública, através da inclusão de discursividades negras, como um novo sujeito, como um pólo ou eixo de articulação de miríades de vozes que se encontram e se cristalizam neste processo de enunciação coletiva (Costa, 1997a; 1997b; Sader, 1995).
Osmundo de Araujo Pinho é pesquisador do Centro de Estudos Afro-Brasileiros, da Universidade Cândido Mendes e bolsista do Programa GRAL (Gênero Reprodução Ação Liderança) da Fundação Carlos Chagas/John D. and Catherine T. MacArthur Foundation. E-mail: opinho@candidomendes.br
Notas
Bob Marley, "Rainbow Country".
Sobre quilombos contemporâneos e a politização do quilombo cf. tb. Arruti, 1997; Vogt & Fry, 1996; Ratts, 2000 e outros.
Sobre o "mito de Zumbi" ver também, Anderson, 1996. Para a reflexão sobre Zumbi no Movimento Negro cf. tb. Cardoso, 2000 e Fernandes, 1989.
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RATTS, Alecsandro J. P. (Re)Conhecer Quilombos no Território Brasileiro. In ___ . Brasil
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VOGT, Carlos e FRY, Peter. Cafundó. A África no Brasil. Editora da
UNICAMP/Companhia das Letras. 1996.
Atualizado em 10/11/2003
http://www.comciencia.br
contato@comciencia.br
http://www.comciencia.br/reportagens/negros/15.shtml
Gevanilda, não quero aqui abrir uma polêmica, especialmente com vc, pois sei
da sua competencia. Mas este fato tem que ser resolvido. Quando eu estive em Poa-RS, 08 vezes entre
80/86, conheci o poeta Oliveira Silveira, a arquiteta Helena Machado, o jornalista Esportivo do Zero Hora,Jonnes,uma empenhada e apaixonada militante a Ceres, e a ativa jonalista e feminista negra Vera Deisy Barcellos,na luta até hoje, e outra(o)s irmã(o)s do Grupo Palmares e da Revista Tição. Talvez os mesmos devessem ser consultados. Mas
não constava até então a referencia ao "DIA NACIONAL DA CONCIENCIA
NEGRA" anterior a 1979. Ah!, outra coisa, vc insiste que A DATA FOI
CRIADA - ela sempre existiu, desde 1695. Abraço-Bispo
Irmã Gevanilda, observei uma segunda incorre"cão no texto do Osmundo, no site da Candido Mendes. Ele informa que o Grupo Teatro Evolução foi fundado em 1971, em Campinas pelo professor Eduardo de Oliveira e Oliveira e a Tereza Santos. Isto também nào é verdade. O grupo era mixto, e foi fudado pelo prof.Jonas, um comunis-ta, dono do Madureza Evolução, um intusiasta da cultura até hoje. No final de 1973, o grupo foi empoderado pelo Lumumba e pelo Antonio Carlos(TC, que o transformou em um Grupo de MN e que viajou SP e Rio de Janeiro, incusive convocando junto com São Carlos(leia Ivair e Cunha), o primeiro Encontro Inter-estadual em 1975, com a participaçào de SPe RJ. Foi o precussor do MN moderno.
Não desmerecendo ambos personagens citados, por quem nutro grande admiração e simpatia, especialmente a guerreira Tereza Santos, ativa, radical, na luta até hoje.Entrei no Grupo Evoluçào em março de 1974, para fazer a divulgação e organizar a "Semana deArtee Cultura Negra" em maio, no SESC, neste mesmo ano. Sai em 1977.Jamais ouvi comentário, neste sentido, ainda que todos tivessemos algum tipo de relaçào com o Eduardo e a Tereza, naqueles anos.
Como vimos, temos problemas com esta fonte, já que ao menos duas das suas informaçòes sào no mínimo questionaveis.Abraço-Bispo
Ola para todos/as e especialmente ao Reginaldo Bispo.
Fico feliz em conhecer fatos historicos à luz de um dos seus principais protagonistas, o MNU. E como historiadora, fico feliz tambem por iniciar uma discussão que poderá nos levar ao registro da historia e memoria da organização politica do movimento negro contemporaneo.
Gostaria de sugerir um grupo de pesquisa e registro de depoimentos historicos dos sujeitos desta epoca historica que ainda hoje podem nos contar "a sua verdade" e estao espalhado por todo Brasil.
Podemos iniciar com um seminario a partir de nomes como o seu, Milton Barbosa, Rafael Pinto, Oliveira Silveira, Marcos Cardoso, a Neuza Poli, o Jose Adao de Oliveira, Tereza Santos, Prof. Eduardo, o TC de Campinas, O Lumumba e outros aqui de SP e de outros Estados brasileiros que estiveram ligados a esta fase historica de grande efervescencia e importancia para a historia e memoria do movimento negro brasileiro.
Abs
Gevanilda ABPN/Soweto/SP
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